quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um pouco de "Didática Magna"

Jessica Giampaolo (texto: Utilidade da Arte na Didática/Didática Magna)
Pedagogia/Ufscar


É do interesse de muitos que a didática seja bem fundamentada. Pais se beneficiarão por ter a certeza de que seus filhos terão um bom ensino, os filhos (estudantes) serão conduzidos ao saber sem dificuldade, os preceptores não precisarão se arriscar por este ou aquele caminho gastando tempo e energia, as escolas serão atrativas e melhorarão indefinidamente, e até mesmo a sociedade terá seu principal fundamento atingido: a educação dos jovens.

O livro “Didática Magna” trata do ensino do ponto de vista religioso. Cita que até mesmo a Igreja se beneficiaria do ensino bem fundamentado, pois obteria mais discípulos capazes. No entanto, pela observação, notava-se que muitos homens iam a Igreja, mas não estavam atentos ao que era ensinado, e mesmo que estivessem atentos, eles se encontravam num estado de torpor mental, o hábito de manter a mente obtusa, de não apreender o que ouviam. Por isso a didática deveria estimular na juventude uma mente mais vigorosa, uma mente pronta para acatar e realmente escutar o que se ensina, visto que o ser humano tem essa habilidade incrível de transmitir a sabedoria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Durkheim - A Sociologia como Ciência

SOCIOLOGIA: Campo disciplinar especifico

Parâmetros com as ciências naturais

Contexto histórico: 1858 – FRANÇA

1848: instabilidade política – burguesia e proletariado se juntam contra Luís Felipe e instalam a Assembleia Nacional Constituinte e a Legislativa Nacional.

Durkheim vive o período da III República, época de problemas de unidade e coesão nacional. Quando ele tinha 13 anos, houve o excesso cometido na repressão de Comuna de Paris em 1871.

Economia: Expansão mundial do Capitalismo. Ciência valorizada no progresso material e moral da sociedade, voltada ao progresso da indústria. Cultura burguesa se expande pelo mundo, com um “culto ao individualismo”. Durkheim se preocupou com a educação moral por causa disso. Precisava-se fortalecer os laços sociais e o amor pela coletividade (envolver-se em valores e objetivos comuns).

DEPRESSÃO DO SISTEMA CAPITALISTA DO SÉCULO XIX (Durkheim entra em seu percurso de formação intelectual). Argumentos explicativos da ordem social moderna encontrados nos fatos históricos.

DURKHEIM – MÉTODO COMPARATIVO (crenças iluministas)

Sociedade: lugar central e irradiador dos valores éticos de uma época.

BUSCA DO CONSENSO – FUNDAMENTAL PARA A CONSTRUÇÃO ESTADO-NAÇÃO

Fenômenos sociais devem ser investigados cientificamente.

Objeto: SOCIEDADE (COMPLEXA E FLEXÍVEL – aderente as coisas que a cercam)

Isso afirma a exterioridade do fato social – para se ter efetividade nos resultados, deve-se ter muito empenho no estudo e na investigação.

Sociologia pode ser auxiliada pela historia, direito, psicologia e economia.

ESTUDO DOS FENÔMENOS SOCIAIS – REAL E EXTERIOR AO INDIVIDUO (SE IMPÕE AO INDIVIDUO)

Sociedades: ordenadas e reguladas por leis – relações de causa e efeito.

Ciencia nova – medo de Durkheim e preferencia em estudar normas cristalizadas e sistemas de regras morais já estabelecidas.

METODO CIENTIFICO – assim como se investiga as ciências naturais (GENESE) – INFLUENCIA LINGUAGEM DA SOCIOLOGIA DE DURKHEIM (organismo social, espécies de sociedade).

FATOS SOCIAIS EXPLICADOS APENAS POR OUTROS FATOS SOCIAIS

Para se compreender como se funciona uma instituição social, temos de levar em conta seu desenvolvimento histórico, pois as partes desta instituição foram se agregando a ela progressivamente vindo de origens diversas, constituindo sua morfologia atual.

MORFOLOGIA: ESTUDO DA FORMA

FATO SOCIAL: TODA MANEIRA DE AGIR FIXA OU NÃO, SUSCETÍVEL DE EXCERCER SOBRE O INDIVÍDUO UMA COERÇÃO EXTERIOR.

Desembaraçado de impulsos PESSOAIS

Nascemos numa sociedade já organizada, regulamentada e constituída, e esta impõe sobre nós o estabelecido. PROVA DA EXTERIORIDADE DO FATO SOCIAL (EXTERIOR AO INDIVÍDUO).

A sociedade não existe sem pessoas, mas o TODO SOCIAL NÃO é a soma de suas partes, pois (exemplo) uma sala de aula com vários indivíduos pensam igual, mas diferente de cada individuo separadamente isolado.

Fato social: COISA!!!!

Fato social é obra coletiva, nasceu da interação de indivíduos e por isso tem ascendência sobre eles. Ele tem poder imperativo e coercitivo sobre nós. Existe um campo estruturado em maneiras de agir, pensar e sentir exteriores a nós, mas que se impõem quer queiramos ou não.

Os fatos sociais são também coisas ignoradas, porque, apesar de estarmos convivendo com eles, os apreendemos a partir de impressões confusas. Para conhecê-los cientificamente, temos de utilizar o método científico, com experimentação e análise, sem reflexões humanas, com preconceitos e paixões.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Manifesto Comunista - Fichamento

Olá galerinha que lê meu blog de vez em quando.

Gostaria de avisá-los que utilizo esse blog mais como diário do que pra qualquer outra coisa. Por isso abri uma nova seção, a fim de compartilhar com você e com quem precisa o que ando estudando na faculdade. Sejam bem vindos ao meu lado intelectual. Críticas ou sugestões, favor usar a parte de comentários disponibilizada, okay?

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS




Curso: Pedagogia – Noturno





Jessica Giampaolo






FICHAMENTO – MARX: O Manifesto Comunista






Orientador(a): Maria Cristina da Silveira Galan Fernandes






São Carlos

2011









Luta de classes: A História sempre foi assim – opressor e oprimido (página 7). De um lado temos a burguesia moderna brotou das ruínas da sociedade feudal trazendo novas condições de opressão. Ela é uma classe oposta ao proletariado (página 8). A burguesia desempenhou um papel na história eminentemente revolucionário (página 10). Ela só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, dessa forma, revolucionando as relações de produção e automaticamente todas as relações sociais. Pelo mercado, a burguesia se expande (página 12).

Com a indústria surgem novas necessidades, que ocasionam o intercâmbio entre nações, com o objetivo de suprir tais necessidades com produtos diversos, tanto materiais quanto intelectuais. No campo intelectual, esse intercâmbio traz inúmeras literaturas nacionais e locais, onde nasce a literatura universal (página 13). Com seus produtos, seus meios de produção, sua influência e seus preços baixos, a burguesia impõe seu modo de viver às nações, subordinando o campo à cidade, ou seja, os camponeses aos burgueses (página 14). Mas com o tempo, as forças produtivas da burguesia se tornaram poderosas demais, gerando crises em seu meio (página 17). As armas que a própria burguesia usou contra o feudalismo se voltam contra ela – o proletariado. Não apenas a burguesia se desenvolveu, mas também o capital e, com ele, o proletariado. O proletário é, em si, uma mercadoria da sociedade, pois está sujeito às influências da industrialização. Com o emprego de novas máquinas, se reduz o custo do operário à simples manutenção, e o salário diminui (página 18).

Todas as classes da população têm componentes que se tornam parte do proletariado. Esses componentes se juntam, com o decorrer de seu desenvolvimento, contra o burguês da localidade que os explora (página 20). Muitas vezes estes se unem na defesa de seu salário, chegando até mesmo a fundar associações permanentes para se prepararem. O crescimento da indústria disponibilizou os meios de comunicação, e operários de várias localidades diferentes podem ter contato. Esse contato pode concentrar lutas locais de mesmo caráter, o que pode ocasionar uma luta nacional, e, dessa forma, uma luta de classes. Embora essa organização do proletariado em classe seja destruída pela concorrência que os próprios operários tem entre si, ela sempre renasce mais poderosa (página 22). Isso faz do proletariado a única classe realmente revolucionária, que deve se rebelar contra a superestrutura da ideologia capitalista (página 24). A burguesia é uma classe incapaz de se manter como dominante, por não poder mais assegurar a existência de seu escravo, por obrigar o proletariado a descer cada vez mais baixo, sem nutri-lo (página 27).

Chegamos então à ligação do proletariado ao comunismo. O objetivo dos comunistas é a constituição do proletariado em classe, derrubada da burguesia e conquista do poder político pelo proletariado (página 29). Após explicar várias acusações contra o partido comunista, Marx deixa claro as medidas que seriam postas em prática com a tomada do poder: expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado; imposto progressivo; abolição da herança; créditos, meios de transporte e fábricas centralizados na mão do Estado; trabalho obrigatório para todos; combinação de trabalho agrícola e industrial; educação pública e gratuita a todos; etc. (página 42 e 43). Nesse momento percebemos a utopia na ideia de Marx, quando ele resume o comunismo a seguinte frase: “a busca do desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos” (página 44).

A preocupação do partido, segundo Marx, é despertar nos operários a consciência clara e nítida do violento antagonismo que existe entre a burguesia e o proletariado (página 64). Os comunistas trabalham pela união e entendimento dos partidos democráticos de todos os países (página 65).

De todo esse breve resumo de materialismo histórico, percebemos que o socialismo presente nos ideais de Karl Marx deixou uma marca no estudo das ciências sociais. A sociedade moderna não substitui a luta de classes, apenas troca de classes antigas por novas, e novas condições de opressão. A sociedade é formada por classes sociais, e em toda a história houve luta entre estas classes. São exatamente as lutas entre classes que mantém viva a sociedade, e permite tanto desenvolvimento e mudanças. A mudança social ocorre quando há uma confrontação entre as classes existentes. Com um texto vigoroso, humanista e de manifestação política, Marx tenta exatamente conscientizar a classe de operários a tomar partido referente à efervescência das massas que ocorria em toda a Europa no contexto histórico de 1848, para ocasionar a desejada mudança social. Embora a utopia esteja presente em certas ideias de Marx, não há como negar que tal texto tem tido e sempre terá grande influência nos estudos referentes à sociedade (síntese pessoal).







Bibliografia:

1- 1 - MARX, Karl Heinrich; ENGELS, Friedrich: “O Manifesto Comunista” – Edição de RidendoCatigat Mores/ Edição eletrônica (www.jahr.org e www.ebooksbrasil.com)

2- 2 - SANTOS, Theotônio dos:“O Manifesto Comunista e o marxismo como projeto”.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vitória Inconsistente

Perco-me um pouco mais nessa vitoria inconsistente
De cada momento de glória, apenas um coração frágil resulta
Minhas velhas cicatrizes adormecidas
Voltaram a sangrar um pouco mais desta vez
Tenho brigado comigo mesma
Nas chamas do ódio e do perdão
Entre minhas atitudes, a paixão

Rebelam-se os fracos de mente
E eu não tenho sido mais do que apenas isso
Falta de alma, falta de coração
A idiota particular dessa aflição
Acredito em minhas emoções
Tão fortes e doentias em seus braços
Mas entre meus pesadelos
Está você e esse acaso

De tudo que sempre desejei
Flameja uma agonia particular
Sonhei tanto com esse momento
E agora estou a repensar
Qual é minha parcela de felicidade nisso?
Vingança? Apenas?
Parabéns, você atormentou minha vida por um século
Ressuscitei mil vezes só pra te ver cair
Realmente... não posso ver e curtir cada uma de suas feridas
Não posso sentir o sabor de suas dores
Por mais que eu tenha esperado por isso

Descubro, no fim de tudo, que nada disso era o que eu queria
Vive-se de medo... vivo de mentira
Para as poucas verdades que construí
Deixo o sangue inútil que perdi
Agora, eis o dilema momentâneo
Quero, e não posso
Penso, e não falo
Grito em silêncio...

Eu só queria poder dizer a cada um o que eu deveria dizer
A verdade me cai tão bem
Mas os grilhões do tempo ruim persistem em deixar tudo escuro
E meus pensamentos ficam apenas assim... na mente...
Caio em um torpor temporário
Morta por alguns minutos
Viva logo em seguida
Mas não sinto mais...

Apenas depois que passa
Posso ver o quanto decaí
Não me importo que leia e ria para si
Este verso meu tem apenas uma parcela a seu respeito
Mas eu giro em torno de vários outros mundos
E um deles está me enlouquecendo

Nessa dimensão de valores
Aposto alto em cada momento
E acredito que tenho perdido até agora
Eu não ligo pra quem esteja bem ou mal
Eu só ligo pra o que eu estou fazendo comigo mesma
Destruindo todos os muros que contruí
Ferindo toda minha capacidade
Todo meu ideal
Pulverizando quem sou
Só pra te fazer sorrir...

Amor?
Isso é loucura
É momento
Tudo
Menos ternura
Não há em você nem um único traço de bem querer
Apenas sua voz metida, atraente
E tudo o que eu ponho a perder
Entre todos esses medos
Lá está... a alma gentil

Alma doce de toda uma vida
Amor proibido, conto de fadas
Minha querida exceção particular
A tela de vidro a nos separar
Tem sido o mundo intenso demais para mim
E esperar por você desfoca tudo
Perdi meu senso de liberdade
Meu senso de amor
Perdi você
Seja como for

terça-feira, 3 de maio de 2011

Excessos Doentios

Eu confesso que algo mudou
Não existe na vida quem nunca se decepcionou
As circunstâncias são como adagas
Ferem o âmago do coração
Acredito que cortei um mal pela raiz
Ou será que perdi novamente a chance de ser feliz?
Apenas sei que não acredito mais no silêncio
Pois as palavras são mais concretas até em sonhos
O abstrato da visão
Somos a inverdade disfarçada na solidão
Um medo bobo
Um momento de paixão
Tão crianças a ponto de saber tudo
Tão adultos a ponto de desistir
Tão incríveis a ponto de deslumbrar...

... tão imersa eu fiquei em teu olhar
Quem diria que de um amor eterno
Não mais poderia meu coração palpitar
Dos excessos doentios que minha alma inflige
Lá estou eu novamente
A apaixonada mais triste
Pois estou morta com relação a você
Viva em relação a ele
Mas uma icognita para mim mesma
Pode sentir que já não sinto nada?
As palavras saem todas erradas
E você prefere não ver, não dizer... não fazer...

Como dizer adeus a tudo que se acredita?
A tudo que se é?
Eu sou a negação de fatos perfeitos
A voz ativa em seu peito
A chama brusca que sempre vai queimar
A tentativa que irá falhar
Mas não há nada de errado em não te amar

E eu que achei que era toda alma e coração
Engano você e todos com paixão
Corações feridos nunca se curam
Eles se tornam doentes e sofrem pra sempre
E para sobreviver, fazem outros sofrer
Pois é da dor que retiro toda a força
Para citar de novo o verbo "Amar".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O abismo nos olhos teus

O silêncio intenso se propaga por tudo que vivemos
Por tudo que vemos
Por nossas almas
Por nossos lábios
E por nossos dedos
Ocultando pensamentos, proibindo ações
Assim como não se mexe em um vespeiro

É interessante falar de silêncio
Pois não há nele palavra dita
Nem som a se propagar
No entanto, tem sido fonte de meus gemidos
E do seu arfar

Acredito que ignorar minha existencia
E eu, a tua
Tem sido a escolha de dois covardes
Com um medo eterno de se enfrentar
Medo mais de ouvir coisas que podem quebrar nossos corações

Não sei, nem entendo seus motivos
Os meus, juro que também não sei decifrar
Se tudo que dissestes foi mentira
Não o julgo... menti em algumas partes também
Disse que te amaria incondicionalmente
Mas, sinceramente
Há uma condição a se considerar
Quando você olha no fundo dos olhos de quem confia
E encontra um abismo
Não vê motivos para se jogar

É amedrontador ver um abismo,
Um buraco negro e fundo no seu olhar
Quando antes costumava ver
Do meu coração, a doce moradia, meu lar
Conforto e emoção
Se transformaram em frio e confusão
Lagrimas que resultaram dessa experiência
É da luta e desistência, a fusão

Estou colocando em ordem alguns pensamentos
Entre eles, a conformação
Que lutei por tanto tempo
Em vão pelo seu coração
Daria tudo para voltar uma última vez
Para a magia daquele dia
Em que eu acreditei por um instante
Que havia encontrado uma fonte eterna de alegria

Esse é o erro dos que dizem manter uma distância confortável
Acreditar que podem fugir do amor intenso
Por ele ser facilmente decifrável

Correr dos sentimentos com veloz repúdio
Não decifrei que de você, nasceria a raiz de um mal
Acreditei ter tudo sob meu controle
Doença amarga que pulveriza meus ossos
E quando dei por mim
Estava cainda nos abismo dos olhos

Chegando ao fim, é que nos damos contas
Do quanto nada vale a pena
Tanto esforço, tanta luta
Para chegar a conclusão de que tudo era coisa pequena
Da bagatela exposta, o fervor se esvaiu
Do nosso amor sobrou a flamula
Da minha alma, que em teu abismo caiu

segunda-feira, 14 de março de 2011

Parasita

Tudo muda quando a fonte seca
Procuramos outra forma de nos manter vivos
Você tem sido a ferida principal todo esse tempo
Não mais a àgua que me mantém viva
Apenas uma dor aguda no fim de todas as decisões
Que tem me matado aos poucos
Cada dia, como se não houvesse amor algum
Apenas minha tolisse, e seu interesse em se manter intacto

Eu tentei carregar, mas acho que esse julgo é pesado demais para mim
Não posso sustentar meus erros somados aos seus
Pois amar é dividir uma alma
E com ela, todos os medos
Mas eu tenho tomado diariamente a dose dos seus medos
Tendo que lidar com a inteira dosagem dos meus
Pois a sua natureza é daquela que se desvia dos problemas
E nunca os enfrenta
Tem se esquivado e me colocado como alvo
Fui atingida vezes demais pela sua covardia
E agora meu coração implora que eu fuja
Como se aquilo que me atraia antes, agora me repelisse

Traços sutis, pequenos detalhes
Ninguém percebe, apenas eu
Apegada e familiarizada demais com cada passo seu
Sei bem que não reconheço mais
Quem está diante dessa triste perda
Talvez eu goste mesmo de você
Mas isso realmente importa?
Tudo que o homem tem, dará pela sua alma
E você tem me dado aos seus desejos
Aos seus medos
Às suas dores
Pela sua alma

Salve-se sozinho dessa vez
Porque não mais serei sua armadura
Tenho alguns pedaços do meu coração para encontrar
Me sinto amando a um parasita
Que me suga a força, e tira o melhor de mim
Sem me dar nada em troca
E eu sou jogada ao relento
Fraca, e tenho que reconstruir tudo o que você destrói...

... está na hora de procurar outra hospedeira

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Devoradora de Almas

Talvez eu saiba que de alguma forma
O abismo sempre tem um fim
Estatelar-se entre as pedras frias
De um mundo que não pertence a mim

Único alvo da vida: Felicidade
Entre todos esses sonhos
Apenas não pertence à realidade
Sobram-me os pesadelos
Sombras, resquícios de dor...
Meus dedos em seus cabelos...
Um suspiro de amor...

Busco um pouco de alívio
Fora d'agua, o ar é tão bom
Minha alma, retinindo como alumínio
E seus braços, calmos como a noite de verão
Logo que acordo
Apenas arrependimento sem emoção
Não bastando a culpa
Sua voz destruída na aflição


Flagela-me como a um pecador impenitente
Mas de que adianta questionar
Se diante da verdade, sou tão impotente

Amar... o erro dos sábios
Uma dependência indigna
Morrendo em seus lábios
Tantas promessas ditas
Um solene apelo...
Dessa voz maldita

Quebra-me os ossos saber sempre e sempre
Desse amor doentio que me rouba o sono
Mas que em você... não, nem mesmo desmente
Entre os fatos pequenos
Que fizestes tormenta
Sois apenas um menino inocente

Sou a devoradora de almas no caminho correto
Roubando suas forças
Turvando seu afeto
Dedica-te pois, seguindo reto
Minhas promessas de amor não tem poder algum
Quando gritas aos quatro ventos
Que esse amor é só mais um
Perdido entre as paixões que não dão certo
Logo agora, que a felicidade estava tão perto
Perco-me nessa dor que me rasga o coração
Pois acreditei em você
Doce e amarga ilusão



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Querida Alice

Querida Alice...

...eu queria ter seu endereço de verdade. Queria poder lhe contar sobre o Jake. Ele faz com que eu me sinta melhor. Faz com que... Eu me sinta viva. Aquele buraco no meu peito, quando estou com ele, fica quase cicatrizado. Por um tempo.

(Bella - New Moon/Filme)