quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Raio

Eu me sentia um raio
Rasgando desde o chão iluminando a chuva
Luz do solo em uma noite perdida
A única verdade entre a tempestade

Eu queimava
Era faísca
Alma flamejante
Perdida no mundo dos mortos

Vida era lenda
A neblina da manhã seguia entristecendo
Meu coração arranhado, batendo
Som duplo de rancor
Como podia projétil destruído
Ainda vibrar com tanto vigor?

Eu era lagrima
Lagrima em brasa
Agua em fogo
Amor, despojo
Sangue da doutrina
Destino e ira
Apagado pela chuva
Que raio me fazia
E me dispensava ao solo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Opção

A verdade é que a gente nunca conhece realmente as pessoas. Não há como prever o que elas vão fazer ou dizer. É quando eu aprendo que anos não significam nada... De repente, você se torna opcional... e descobre que nunca foi essencial.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Inexistir

A depressão não quer me deixar
Tenho vagado na incompetência de luzes incertas
Perdendo vocabulário
Perdendo alegria
Perdendo vida
Perdendo a mim

Eu tenho precisado de alguém
Alguém que não seja você

Abandonei mil laços por você
Cai em todos os precipícios
Para estarmos aqui agora
E agora que tenho tudo o que queria
Descobri que não quero nada disso

Não sei nem ao menos se quero viver
Às vezes dormir parece tão certo
Mas eu queria que minha mente desligasse
Por completo

Eu só queria que tudo parasse de girar
Que meu estomago não correspondesse a essa ilusão
Que meus olhos obedecessem meus comandos
Mas aqui estou eu
Inclinada sobre meu coração perdido

Quero apagar
Quero inexistir
Quero não ser ninguém

Vá embora...

Estou deligando.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Popularidade

"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.
Para ser popular é indispensável ser medíocre."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Último Post de 2011: METAMORFOSE

Eu tenho fagulhas de esperança
Fé em brasa
E amor em chamas





Sou incandescente em meu âmago
Mas puro gelo aparentemente



Meus olhos fervem
Mas a luz poucos podem ver



Sou a inverdade real
Uma insígnia do mal
Entre todos, a verdade fatal


Do primeiro dia deste ano ao último
Se eu puder colocá-los lado a lado
O choque será extremo


O que eu fui no primeiro mês
E o que eu sou agora
Posso comparar a agua e vinho


Eu era uma santa em redenção
Transformando-se aos poucos
Num demônio em destruição


Meus planos puros e inocentes
Deturpados pela mancha negra
De atitudes inconsequentes



Fui de ovelha a fera
Rugi desde a aurora
Rasguei os céus com meus gritos de dor
E o ódio em perder outro amor



Auto destruição pelo fogo
Deixei-me queimar
Cheguei a cinzas
E com um último lampejo
Renasci



Menti, briguei, enlouqueci
Mas em brasa, tive forças para progredir
Meus medos sufoquei
Abandonei tudo
Mudei


Do que restou de quem eu era
Apenas os velhos sentimentos por quem se esmera
Família, amigos...
Esses, nunca esquecidos



Entre destinos improváveis
O amor dos 16 anos renasce
Eis aqui aquele para quem cantarolei
A musica triste de uma alma infantil
E pra quem dei
Meu coração mais uma vez...


Aprendi amargamente que é preciso coragem
Que não existe fim para quem luta
Que sangue é o troco por correntes quebradas



Lágrimas de pavor
Rancor
Dor
Arrependimento... amor



Aprendi a viver de migalhas
Migalhas de afeto
Migalhas de ar
Migalhas de vida


Sou apenas estilhaços
Quebrada todos os dias
Triturada

Pó ao vento
Sem previsão
Vivo perdida
Sem emoção



Desejo que o próximo ano a vir
Não seja de choques
Tristezas
Reviravoltas
Cansei dessas metamorfoses
Sou borboleta
Negra em asas malditas
Que voam para longe
Sem me deixar escolhas



Quero congelar
Quero ficar
Quero repousar

... que venha enfim algum descanso para mim...



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fênix


Fogo
Deste ela renasce

Dele é ascendente
E nele arde


Do fogo nasce

Chama amarga
Flamula pura

Ódio mortal

Cabelos, labaredas
Um beijo, seu fel

Queima incandescente
Brasa intensa
Luz infernal
A todos hipnotiza
Lidera
Nos olhos, a guerra
Guerreira, menina
Da guerra, mulher

Luta febril
Arde em vitória
Derrota em cinzas
Das cinzas, fênix

Volta por cima
Lágrimas em sangue
Sangue vermelho
Do vermelho, fogo
No fogo, queima
Fogo a consome
Fogo se torna
Fogo é

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fix You - Coldplay


♪ Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré.

Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas é desperdiçado.
Pode ser pior?

Bem no alto ou bem lá embaixo.
Quando você está muito apaixonado para esquecer.
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber.
O quanto você vale.

Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer seus ossos
E eu tentarei... consertar você... ♫

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mesa de apostas

O problema é que temos medo...

Medo de fazer
Medo de dizer
Medo de esquecer
Medo... de lembrar
Medo de sentir
Medo de não sentir
Medo de mim...

Se arriscamos tudo, temos medo de não conseguir
Se não arriscamos, temos medo de perder a chance

A vida não é uma mesa de apostas
Mas o medo a torna a sombra do dado a rolar

Lance sua sorte
Aposte na vida... aposte na morte
Pois o limite é cruel
Mas a liberdade é inconsequente

Há algo de novo em tudo isso
E o que fazer... quando não tenho mais nada a perder?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Evitável

Não existe em tuas palavras nem um único resquício de minha presença.
Não existe em teu sorriso nenhuma sombra da dor que dissestes sentir um dia.
Não há em teus olhos reflexo algum do que eu fui diante do que é agora.
Não há em ti marca que sirva de lembrança.
Mas há em mim o fogo do tempo perdido, a verdade do acontecido
Pois um dia me liguei a tua alma, e jurei que era para sempre...
Por mais que isso não se manifeste em minhas palavras, nem em meu sorriso, nem em meus olhos, e muito menos em todo o restante de mim.
Eis a barreira entre o evitável e o real, entre o que está guardado e o que não deve ser lembrado.
Talvez haja em ti o mesmo fogo, e, por tal, a mesma barreira.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Limitação

Eu tenho que acreditar no inimaginável, no impossível, no surreal. O racionalismo ao pé da letra não me faz feliz o bastante. Olhe-se no espelho... nem você mesmo é pura razão. Só de fechar os olhos e respirar fundo, eu sei... o intangível existe pra quem sabe viver.