terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Sempre deixo um pouco de alma quando passo por você...

 
"Compartilhar o corpo é compartilhar a alma. Sempre deixo um pouco de alma quando passo por você. Houveram momentos em que você não significava nada. Mas me mostrar o que é carinho fez você significar tudo. Mesmo que tenha sido por uma semana... ou por um dia sequer. Você foi tudo.

Queria ter sido o mesmo pra você, para que você fosse tudo cada vez mais. Mas não era o certo, não era são. Como deixar um pouco de alma de um com o outro, se nesse momento nossa alma não nos basta a nós mesmos?

Que o pedaço de alma que deixei na sua porta o ajude a se curar. E que eu me cure... e nunca mais aceite menos do que os minutos que me fez sentir o que eu realmente sou: única."



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Existem pessoas que não foram feitas para isso
Amar não é para todos
Muitas vezes não há felicidade no amor
Mas apenas dor

E se a felicidade estiver na liberdade?
E se eu tiver que voar mesmo dessa vez?

Você pode me guardar como uma lembrança
Perto do seu coração, em sua alma
Por às vezes é melhor aceitar do que arrancar
Traumas sangram

E eu vou te guarda como parte de uma história
Como meu herói de algumas vezes
Como luzes que me mudaram
Que me machucaram
Mas está tudo bem, estou mais forte agora
Do que quando tinha 16
Eu precisei ir embora
E vou precisar ir outra vez

Eu vou lembrar do beijo
Naquele carro antigo
Debaixo das árvores escurecidas pela noite
Vou lembrar do frio lá fora
E do calor aqui dentro
Vou lembrar das lágrimas e do aperto de mão
Mas eu carreguei suas dores tempo demais
E as minhas pioraram

Não posso oferecer nada melhor do que já lhe dei
E não levo na mala nada que não seja especial
Mas somos dois caos humanos
O que pode nascer do pó?
Acho que já demos o melhor que podíamos
E o estoque acabou

Apenas se lembre que o amor sempre vai doer
Depende de você saber lidar com a dor
Ou viver sem amor
Porque eu preciso voar
Eu preciso voltar para casa


sábado, 2 de maio de 2015

Dores cinzas

Você nunca me amou
Na verdade, você nunca amou ninguém de verdade
E eu te entendo, e não te julgo
A vida te fez assim, ela te obrigou a se importar só consigo mesma
Porque você se cansou de abrir mão de si mesma tantas vezes
Se cansou da dor
E agora não dói mais, não é?

Não amar é libertador
E eu entendo
Porque eu sou como você
Egoísta
Eu me importo comigo mesma acima de tudo
Porque não dói
E a vida me fez assim, como fez a você
A vida fez você me construir assim
E não dói... não dói mais

E eu não quero continuar esse ciclo vicioso
Eu não vou colaborar com a vida e construir mais alguém com dor
Pela dor, e feita de dor
A dor não deveria construir nada
Porque o que nasce da dor é tão calejado
Duro e frio
E cinza
E nós duas somos cinzas
Infelizes
Mas não há dor
Porque somos calejadas, duras, frias
E cinzas

Acho que eu sou uma decepção para você
Você me lapidou com tanta dor
Sentimos juntas muita dor
E eu cresci assim, com os olhos honestos
E como você odeia meus olhos
Porque vê neles refletidos a sua dor
E sabe que é também a minha dor
E esses olhos marejados, malditos olhos aguados
Nunca vão aprender a não chorar
E eu acabo não sendo tão cinza assim
Infelizmente ainda dói


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pedaços pelo caminho

A noite está tão silenciosa hoje
Talvez porque esse seja o dia dos corações quebrados
Feche os olhos por um instante
E se perca em mim
se perca... em mim...

Estou tão cansada essa noite
Só quero me perder em seus olhos
Às vezes simplesmente não posso ser forte o suficiente
Então me leve pra longe

Meias verdades, meias mentiras
Um lugar perdido e nossos cacos pelo chão
Cada pedaço do nosso coração
Temos que nos ajudar
A pegar um por um pelo caminho
E fazer nossos corações renascerem

Vidas perdidas por nada
Nada é pouco demais para definir um fim
Somos melhores do que achamos que podemos ser

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Morrer de Amor

Pra que tanta dor...
... como é triste morrer de amor.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nua... porém, coberta de razão



'Consigo chegar à última fase do Super Mario Bros, de tantas vidas que espero conquistar ao longo dessa... Enfim, consigo convencê-lo de que eu posso estar nua, mas coberta de razão. 


E se você é feliz por ser moralista, meu benzinho, hoje eu sou feliz por ser aquilo que vocês insistem em chamar de vadia.'





Fonte: (Casal Sem Vergonha)
Um café e um amor... Quentes! Por favor.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quem me dera como a pomba asas ter, poder voar... ♫

terça-feira, 19 de março de 2013

Adeus Soletrado

Às vezes a gente se despede aos poucos
Aos pedaços
A prazo

Desistimos de uma particula da pessoa de cada vez
A cada mágoa
A cada erro
A cada nada

Perdemos gotas de afeto
Pingos de amor
Rastros de dor

E o processo do adeus pode ser tão longo
Durar dias, meses, anos
Mas de estilhaço por estilhaço
Quebra-se o coração inteiro

Alguns chamam-nos de covardes
Outros, de mártires
Mas se despedir aos poucos não é medo de acabar
É apenas esperar o tempo dizer com todas as letras
Que o que se construiu se perdeu
E sem trauma ou dúvidas
Jogar fora o nada
E não algo inteiro


Dizer adeus soletrado
É acabar com o que não existe mais
E isso não dói...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

20 passos

Da janela ao corredor, 20 passos
Um cigarro, a mesma cor
Um dia pra gastar

Quantas portas pra fechar... lavar o cheiro e o gosto
Foi sem hora pra voltar...♫









Fonte: 20 Passos

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Luz Imperceptível

Eu sabia que havia algo além do reflexo no espelho, algo mais profundo naqueles olhos castanhos perdidos. Sabia que havia uma alma bem maior que os limites do corpo já exausto... que havia uma chama mais forte dentro do coração que o peito escondia. Mas como tudo é sempre difícil, eu não conseguia encontrar uma forma de por o verdadeiro eu para fora, e sumir de uma vez por todas com a imagem refletida da tristeza e da derrota. Então, eu me conformava em ver sentido na luz quase imperceptível dos meus olhos... e me agarrava a isso na esperança de que um dia eu finalmente fosse brilhar...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sem palavras

"Eu não sei dizer se existe algo eterno nesse universo minúsculo que conhecemos e chamamos de vida. Só sei explicar que lateja sobre a pele quando nos damos conta de que algo que acreditávamos ser pra sempre se desfaz em pedaços. Pior ainda é assistir tudo despencar aos poucos, sentir a vida se acabar e não conseguir fazer nada para manter o que resta nem para recuperar o que está se perdendo. Respirar fundo e sentir o coração vazio... eis a eternidade caindo por terra."

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Individualidade

Respeite a individualidade de cada um, sua vida social, seus hobbies, e suas manias... e principalmente, mantenha a sua individualidade, nunca deixando de lado as suas características principais. Quando nos relacionamos amorosamente com alguém, reza a lenda que nos tornamos um só. Isso é verdade, em parte. Mas ninguém é onipresente. Ainda somos nós mesmos, porém, mais flexíveis devido a relação que estamos cultivando. Por isso, acima de tudo, devemos lembrar que ao mesmo tempo que somos um, ainda somos dois. Daí vem o respeito pelas diferenças, a maturidade da compreensão, e enfim uma vida feliz. Seja você... e deixe que ele seja apenas ele. Só assim conseguirão ser um só.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ovelha Negra







"Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.

Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.

Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, acreditou ter se transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida pela sua bela aparência.

Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.

O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas, viu que eram todas iguais, sem nada que lhe chamasse a atenção. Então desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural, o pelo negro reluzente.

Quando a viu, o príncipe a escolheu sem pensar duas vezes. As outras ovelhas, amargamente, perguntaram por quê.

- É diferente das outras. Ela é tudo o que eu sempre procurei.

Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia."





Uma pessoa muito especial me disse ontem a noite sobre o que é ser uma ovelha negra. A sociedade prega que a ovelha negra é um elemento da família que foge dos ideais, se rebelando sombriamente. Mas segundo alguns psicanalistas, na verdade a ovelha negra se refere ao elemento mais frágil da família, vítima de maus tratos e frustrações de todos os outros componentes. 93% dessas ovelhas negras acabam por sucumbir ao submundo, se entregando à narcóticos (drogas). Porém, 7% se mantém forte. 


Sempre me senti culpada pelos erros dos outros. Sempre chorei por frustrações alheias. Fui vitima, fui frágil. Fiquei em silêncio, e vesti todas as cicatrizes. Tomei para mim a dor, acreditando realmente que eu era a fonte do mal. Ontem, pela primeira vez, fui tratada não como a vilã, mas como a mocinha da história. A princesa. A ovelha negra frágil, mas ao mesmo tempo forte por suportar frustrações e desaforos sem se entregar ao submundo em busca de alívio e esquecimento. Eu sou parte dos 7%.

É bom se sentir protegida, amada e finalmente livre de culpa. Eu não sou culpada. Sou apenas a ovelha negra que a psicologia prega.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Positividade

É difícil manter a positividade regularmente, pois a tendência do ser humano é reparar no pontinho preto no meio de um quadro enorme branco, em vez de se focar em tanto branco. Preferimos pensar no que está ruim, do que no que ainda está bom. Mesmo que a nossa vida esteja cheia de pontinhos pretos, é importante pensar no branco. Aposto que ainda tem muito espaço branco pra fazer um dia valer a pena. Afinal, se lamentar pela sujeirinha no meio do quadro não vai fazer ela desaparecer... só vai te deixar ainda mais para baixo. Chega de focar no errado, no triste, chega de problemas. A vida sempre pode ser linda...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Anjo e pecado

Eu sou um pouco mais de veneno
Um pouco mais de zelo
Um pouco mais feroz

Sou a razão impertinente
O momento inconsequente
Criação e destruição

Sou um pouco mais quente
Um pouco mais de mente
Um pouco mais doente

Sou um pouco mais de sonho
Um pouco mais de pesadelo
Um pedaço de medo

Sou um pouco mais de dor
Um pouco mais de luta
Uma gota de sangue

Sou um pouco mais interessante
Um pouco mais penetrante
Nesse contexto, hipnotizante

Sou sensualidade sutil
Devoção vil
Ódio em excesso

Sou amor extinto
Seu porto, seu abrigo
Abraço do abismo

Sou um bom motivo
Uma desculpa infundada
Mas um sorriso

Sou um pouco anjo
Um pouco pecado
Juntando os dois
Inusitado
O que me torna única
Sua talvez
Se souber lidar
Com a tempestade

terça-feira, 22 de maio de 2012

Nuvens Infiéis

Às vezes eu olho para trás e vejo algumas nuvens infiéis
Escondendo verdades que um dia fizeram sentido
É engraçado sentir algo que não se sente mais

Inexplicável chama de um mundo anterior
Esse revés me entristece
E me revigora

Rostos sutis entre as cortinas
Gritos sussurrados pelos vãos das portas
Sorriso doce apagado pelo tempo
É engraçado entender coisas que eu nunca entendi

Olhando pelos cantos de uma casa pequena
Chão desconhecido, vozes tão longe
No espelho, um novo reflexo

Algo continua sendo a mesma coisa
Um quê de febril nesse olhar doente
Alguma lágrima não derramada na hora certa
Alguma dor não sentida realmente
Alguma alegria perdida
É engrado ouvir aquilo que eu nunca ouvi

Ouço através das memórias
Ouço através de mim
O retrato vivo de algumas vitórias derrotadas
Uma infiel discreta pelas tardes de domingo
A andarilha perfeita entre os esquecidos
É engraçado saber coisas que eu nunca soube

A verdade concluída entre eu e eu mesma
Fluiu severamente entre as poucas felicidades e as inúmeras mentiras
Encontramos no presente a atual razão destruída
Não existe mais alicerce algum
Então não posso dizer que há amor realmente
Mas a tentativa mais sincera
De pelo menos fazer ele realmente feliz dessa vez
É engraçado fazer coisas que eu nunca fiz...



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dançando - Agridoce



Eu sei que lá no fundo
Há tanta beleza no mundo
Eu só queria enxergar

As tardes de domingo
O dia me sorrindo
Eu só queria enxergar

Qualquer coisa pra domar
O peito em fogo
Algo pra justificar
Uma vida morna

O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você

Não esqueço aquela esquina
A graça da menina
Eu só queria enxergar

Por isso eu me entrego
À um imediatismo cego
Pronta pro mundo acabar

Você acredita no depois?
Prefiro o agora
Se no fim formos só nós dois
Que seja lá fora

O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mãe

Mãos ternas
Abraço maternal
Cantiga de ninar
Perfume suave
Mãos dadas
Ruas para atravessar
"Como foi seu dia?"
"Boa noite, te amo filha"

Há vezes tenho saudade do que nunca aconteceu
Dor, tristeza... apenas a parede e eu
Quarto escura, piso frio
Janela aberta, noite de abril
Chuva forte, lágrimas no mesmo compasso
Cercada de pessoas, sozinha no espaço
Onde está a imagem nobre da mulher doce que deveria ser meu porto seguro?
Ela nunca existiu
Nem no passado, nem no presente, e nem virá no futuro

Quem é você, mulher feita de vento e odio?
Quem é você, que tece a dor e me faz sangrar todas as noites?
Quem é você, detentora do mal, fúria indomável?



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fato



Matamos o tempo, o tempo nos enterra.



Memórias Póstumas de Brás Cubas